.........................................TENDÊNCIAS DA SEMANA...................................

sábado, 15 de setembro de 2012




O presente texto é a anotação de alguns tópicos que foram comentados durante a “Convocação para a Conferencia Internacional sobre o Impacto das TIC na Educação”. O evento ocorreu em 24 de agosto de 2010 no auditório da EAPE.

O título da temática apresentada foi “Os desafios da informática educativa a partir da experiência chilena”, exposta por Didier de Saint Pierre (Diretor do projeto Enlaces – Ministério da Educação do Chile) e debatido pelos demais participantes Dilmeire Sant’Anna (PUC-PR), Adauto Cândido Soares (UNESCO) e Rogério de Paula Barbosa (UNESCO).

A discussão iniciou-se a partir da observação de que hoje o acesso às TIC por parte das crianças e dos adolescentes é muito maior que a alguns anos atrás e que essa imersão condiciona um comportamento diferente em relação ao das crianças do passado. As crianças de hoje, conforme, o que foi exposto tendem a apresentar um comportamento voltado ao desempenho de múltiplas tarefas simultâneas. O que muitas vezes não condiz com o modelo procedimental de ensino utilizado tradicionalmente na escola. Dessa forma levantou-se a questão se o uso das TIC seria uma solução adequada à resolução desse problema. Contudo relatou-se que, para uma mudança efetiva, não seria suficiente o simples uso das TIC, mas um repensar do próprio espaço pedagógico e da organização das salas de aula…

Ao longo da exposição, falou-se que as TICs seriam apenas um meio para se atingir determinado objetivo (desenvolvimento de competências e habilidades adequadas aos desafios da sociedade contemporânea). E, em relação à compreensão desses objetivos, foi levantado a questão dos cursos de formação de professores que não acompanhou todo o processo de mudança, em suas respectivas grades curriculares, de forma a capacitar, desde a graduação, os docentes recém-formados. Verificou-se que tal inadequação leva o professor a ter de se reciclar e buscar algo que muitas vezes pode parecer novo e que demanda esforço e gasto significativo de tempo. Em virtude disso, foi falado também da falta de vontade de parte dos docentes em estar buscando uma formação continuada e verificou-se, contraditoriamente, que o sucesso de muitos projetos devem-se à vontade de outros docentes que encararam o problema da formação de frente e buscaram suplantar suas dificuldades.

Foi comentado também a respeito da falta de continuidade, devido às mudanças de governo, nas políticas referente a essa temática. No Chile, a continuidade de 20 anos de governo facilitou bastante o bom andamento da implementação das TICs no campo educacional.

Foram expressos os pilares para a educação tecnológica de qualidade:

Infra-estrutura, computadores em sala de aula, salas de informática, celulares, máquinas fotográficas, câmeras digitais, lousas sensíveis ao toque, projetores…
Formação profissional, conhecimento de estratégias pedagógicas que favoreçam a construção colaborativa de conhecimento e o pensamento crítico dos alunos, domínio dos mais variados meios tecnológicos…
Contextualização, desenvolver conteúdos adequados ao contexto geral do aluno tendo em vista que o trabalho com TICs não deve ser desprovido de objetivos claros (assim como qualquer trabalho pedagógico)…
Por fim, verificou-se que exitem duas tendências de abordagem do uso das TICs na Educação. A primeira seria o uso das novas tecnologias para o fazer docente (uso de lousa sensível ao toque, uso de um computador pessoal para montar atividades ou pesquisar assuntos para serem trabalhados em sala, uso de câmeras fotográficas, celulares ou qualquer outro recurso para facilitar o processo de transmissão/construção do conhecimento). A segunda forma de abordagem seria o professor enquanto educador de um aluno que utiliza novas tecnologias (nesse quesito o professor estaria trabalhando temas diversos relativos inclusive à ética e ao uso racional, ou responsável, da tecnologia. Poderia abordar, por exemplo, questões relativas a pirataria, software livre e liberdade de acesso e propagação do conhecimento, sexualidade, pedofilia, pornografia, racismo entre outras coisas.). A segunda forma de encarar a inserção das TIC na educação certamente é mais desafiadora e exige melhor preparo…

Tecnologia aplicada à Educação!

Pesquisa TIC Educação 2011 - Juliano Cappi




Ederson Granetto entrevista o coordenador da pesquisa 2011, Juliano Cappi, da PUC-SP e do Comitê Gestor da Internet (CGI.br). Ele fala sobre os resultados da pesquisa e como os indicadores evoluiram no período de um ano. Explica quanto e como as escolas, alunos e professores utilizam as tecnologias de comunicação e informação.

Desafios das TICs na Educação dos países Ibero-Americanos




Álvaro Marchesi, Secretário-Geral da Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), relata os desafios para o uso do computador e da Internet nas escolas dos países Ibero-Americanos. Também explica o papel do Instituto para o Desenvolvimento e a Inovação Educativa - Idie, ligado à OEI

Tecnologia & Aprendizagem (Algumas Palavras)

A tecnologia é cada vez mais presente e necessária no dia a dia de todos nós. São diversos os sentimentos que os professores enfrentam diante das aplicações e significados da tecnologia da informação e a facilidade que o aluno apresenta ao lidar com ela. A Tecnologia deve ser encarada como mais uma peça do quebra-cabeça que compõe o mundo atual, e como tal, precisa ser incorporada ao fazer pedagógico como ferramenta que propicia a interação e a construção de novos conhecimentos.

Para o uso da tecnologia para a educação, é imprescindível conhecer a Web 2. 0.
Vamos saber um pouco?

Segundo a Wikipédia, a Web 2. 0  é um termo criado em 2004 pela empresa americana O'Reilly Media para designar uma segunda geração de comunidades e serviços, tendo como conceito a "Web como plataforma", envolvendo wikis, aplicativos baseados em folksonomia, redes sociais e Tecnologia da Informação. Embora o termo tenha uma conotação de uma nova versão para a Web, ele não se refere à atualização nas suas especificações técnicas, mas a uma mudança na forma como ela é encarada por usuários e desenvolvedores, ou seja, o ambiente de interação e participação que hoje engloba inúmeras linguagens e motivações. Alguns especialistas em tecnologia, como Tim Berners-Lee, o inventor da World Wide Web (WWW), alegam que o termo carece de sentido, pois a Web 2. 0 utiliza muitos componentes tecnológicos criados antes mesmo do surgimento da Web. Alguns críticos do termo afirmam também que este é apenas uma jogada de marketing (buzzword). A web 2 .0  é alvo de discussão entre alguns entusiastas, tecnófilos e tecnófobos . George Gilder, em seu livro "Life after television",traz afirmações acerca dos benefícios da tecnologia, além de apostar que a televisão não irá sobreviver,uma vez que não há espaço para competir com a internet.Segundo ele, a informática da comunicação tem um sentido libertador para o indivíduo, vivemos uma nova era, em que não haverá mais lugar para a tirania da comunicação de cima para baixo, uma época ,menos padronizada e mais democrática. Para ele, a revolução da microinformática liquidou com o problema da falta de informação. Em contraponto, Andrew Keen, através de seu livro "Culto do amador", fala da questão do jornalismo colaborativo, que é capaz de prejudicar a atividade profissional do jornalista.